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Porque a Quebradeira é Inevitável. E o que podemos fazer. Historicamente, todas as nações que experimentaram importantes e persistentes períodos de hiperinflação associada a uma dívida pública crescente experimentaram o amargo da bancarrota estatal (o que leva consigo as economias de seus cidadãos, e isto de formas as mais diversas, porém já bem conhecidas). Frequentemente o valor do déficit público é expresso em porcentagem sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de um país, proporcionando, desta forma, comparações entre países e considerações técnicas sobre o excesso de despesas de cada nação em relação ao valor de sua produção. Há uma equação para definir o déficit publico, é como se segue: Déficit público = variação da dívida do governo + variação do valor dos ativos + variação da moeda. Em linguagem simples, por dívida pública entende-se como sendo o conjunto de dívidas que um estado mantém frente aos seus próprios cidadãos (pessoas físicas e jurídicas) e/ou as dívidas contraídas junto a outros países. Dívidas em excesso e, em seguida, uma incapacidade de crescer fora do tenebroso cenário da dívida são causas fundamentais e estruturais que inevitavelmente conduzem à falência econômica de um estado. E estamos vendo isso acontecer em câmera lenta, em diversas nações e com triste destaque para o Brasil, o qual ocupa uma posição pavorosa na relação: Dívida Pública/Percentual do PIB. Neste cenário, se avizinham do Brasil países como a Colômbia, a Argentina, o Paquistão e a Bolívia. O destaque principal fica para o paupérrimo Zimbábue, com 304.30 %! Mesmo que taxas de juros estejam historicamente baixas, como nos EUA, por exemplo, os juros sobre a dívida não param de crescer, muito pelo contrário. Como os juros sobre a dívida consomem cada vez maiores e maiores fatias do orçamento, o governo tem cada vez menos recursos para se dedicar ao bem estar de seus cidadãos e para estimular o crescimento da economia. Fica o governo preso em um poço de endividamento crescente e, consequentemente, diante de uma economia onde não é possível montar qualquer estratégia de crescimento que não venha a sofrer as piores consequências do quadro supracitado. Em uma definição simplificada, déficit público pode ser entendido como sendo o excesso de gastos de um governo confrontado com a poupança do setor público, gerada e mantida pela arrecadação de impostos, principalmente.
Uma das maneiras de se obter recursos financeiros por parte do estado é pela emissão de títulos públicos. Todavia, frente ao cenário atual de literal descontrole da economia mundial, os títulos públicos do governo norte-americano, passo a passo, vêm perdendo não somente valor, mas também aceitação e credibilidade. Embora ainda podendo, e com larguesa, ostentar o status de a nação mais rica do planeta, a situação dos EUA aponta para um prognóstico muito preocupante. E a situação brasileira é ainda bem mais assustadora! Atualmente o Brasil tem a maior taxa de juros reais do mundo, e para financiar seu estratosférico déficit vem priorizando a emissão de títulos e de papel moeda. O Brasil possui hoje (2010), nada menos do que R$ 129.446.683.779,01 de Reais em circulação contra R$ 6.870.684.484,23 em 1994. Com um governo cujas concepções econômicas são fundamentadas em idéias utópicas e historicamente catastróficas (socialismo/marxismo/comunismo/brutal intervenção estatal na economia), o governo brasileiro (leia-se Partido dos Trabalhadores e aliados) tenderá a continuar a aumentar seu déficit público e a buscar não somente explorar, mas espoliar a renda advinda dos nossos recursos naturais, os quais não são nenhuma cornucópia, mas ao contrário, possuem limites facilmente mensuráveis de disponibilidade versus esgotamento. Saliente-se que um esgotamento desses recursos jamais deixará de ser precedido pelo esgotamento da economia que deles se vale a fim de se manter de pé. Se o Brasil ainda possui dinheiro em caixa, isto é devido à pujança de empresas, no passado e no presente, como a Petrobrás, a Vale do Rio Doce, a Eletrobás, os Correios, dentre muitas outras, mais uma carga tributária agressiva e opressiva. Todavia, não fosse a enorme necessidade de importação de matéria prima e de alimentos do Brasil, mais condições econômicas internacionais favoráveis à balança comercial brasileira, a economia brasileira já estaria com a areia movediça pela altura do pescoço, embora bem mais do que a metade do corpo já se encontre afundada.
O Brasil é um país riquíssimo em recursos
naturais, cujos principais são utilizados segundo a classificação
apresentada a seguir, de modo bastante simplificado.
-Mineração: minério de ferro, bauxita,
manganês, nióbio, ouro, cassiterita, urânio, gemas e pedras preciosas.
-Energia Elétrica (setor energético)
-Petróleo e derivados
-Agroindústria e Setor de Alimentos:
laranja (o maior produtor do mundo), soja, açúcar (o maior produtor do
mundo), café, carne de gado (corte e leiteira), pescados, aves, suínos. -Outros: madeira, borracha, couros e peles, têxteis, sal marinho.
-Comércio de combustíveis, serviços de portos, transporte terrestre, transporte aéreo, correio e telecomunicações, intermediação financeira, administração pública, manutenção e reparo, dentre muitos outros.
Lista de Empresas Estatais do Brasil (algumas delas)
Estas empresas públicas, porém, encontram-se em uma situação cada vez mais deficitária, não só pela má gestão, mas pelo inchaço promovido por uma concessão de cargos públicos inaudita. E a "cornucópia" de dinheiro público já mostra evidentes sinais de exaustão e esgotamento. Há crescimento econômico no Brasil? Fatos são fatos e a resposta é sim, todavia em um ritmo semelhante aos passos de um caracol. Todavia, como dito acima, fatos são fatos, e os sobremodo inflados balões dos déficits públicos, seja o brasileiro, seja o norte-americano, ou de qualquer outra nação, estourarão, mais cedo ou mais tarde. E o que podemos fazer diante disso tudo? Bem, nós quem? Em se tratando do povo brasileiro, este já fez... e o pior! Optou por manter o governo economicamente mais devastador de toda a história brasileira no poder. E associar o claudicante crescimento econômico brasileiro ao atual governo seria como assumir a direção de um caminhão já cheio de frutas, mantê-lo em movimento por um tempo, e depois conduzí-lo a um abismo. Já no cenário internacional, a realidade é que nada pode ser feito, haja vista o fato de o atual modelo econômico vigente já estar com seus dias contados. Individualmente, o que podemos fazer é nos defender. Pura e simplesmente isto! Equipe Ouro&Dinheiro |
