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Ouro&Dinheiro |
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Ouro, Dólar e Petróleo Até o ano de 1971, cada cédula de dólar representava uma quantidade fixa de ouro. Os Estados Unidos da América dispunham então de enormes reservas de ouro, as quais cobriam o volume total de todos os dólares impressos. Quando os bancos internacionais passassem a ter mais dólares do que desejassem, poderiam então trocá-los por ouro. E esta era a principal razão do dólar ser aceito em todo o mundo. A partir de 1971, a garantia em ouro para o dólar foi suspensa. Na realidade, esta havia sido uma medida de emergência tomada pelo presidente norte-americano Richard Nixon: a guerra do Vietnã havia custado mais do que os EUA podiam aguentar e mais dólares foram impressos do que as reservas de ouro poderiam garantir. Desde então o valor do dólar tem sido estabelecido pelo valor da oferta e da procura nos mercados de câmbio internacionais. Pelo início dos anos setenta, os EUA produziam petróleo suficiente para o seu próprio consumo interno. E para proteger suas próprias indústrias petrolíferas da competição estrangeira, as importações de petróleo foram limitadas. Em troca da suspensão destas limitações à importação de petróleo do exterior, os países da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) prometeram que somente aceitariam dólares em troca de seu petróleo. O dólar passou a ser a moeda mais usada nas trocas no comércio internacional. Até aqui, nada de especial? Acontece que desde 1971, todos os países que desejam importar petróleo necessitam comprar dólares primeiro. E aí é que começa o interessante da história para os EUA, pois quase todos os países necessitam de petróleo, logo todos querem dólares. Compradores de petróleo do mundo inteiro passaram a trocar suas moedas por dólares. E com estes dólares eles compravam o petróleo produzido pelos países da OPEP. Estes últimos, por sua vez, gastavam seus dólares novamente, e como mais petróleo era necessário, o circuito se mantinha. Porém, o mundo está mudando rapidamente, e se os dólares americanos já não forem mais necessários para a compra de petróleo, não haverá nenhuma vantagem para o restante do mundo utilizar dólares, mas somente desvantagens. O dólar já não representa nenhum peso em ouro e as gigantescas dívidas dos EUA só tendem a nos fazer acreditar em consequências lógicas e catastróficas. E se este dia chegar, o dólar entrará em colapso, pois seu valor só tenderá a decair, o que, aliás, já começou a acontecer. Quando a inflação norte-americana começou a fugir ao controle, o FED (Banco Central Americano) iniciou a subida das taxas de juros, e esta atitude só fala contra a moeda norte-americana em sua rápida queda rumo a uma desvalorização ainda maior. E dada a situação atual do dólar, em uma economia sobremodo endividada, não é surpreendente que tantos já tenham começado a trocar seus dólares por metais preciosos, ou por ações de companhias de mineração. E se investidores estão esperando uma reviravolta no dólar e que este volte a ter a sua glória do passado, certamente ficarão desapontados. Liquidez demais já passou embaixo da ponte para que isso possa voltar a acontecer. Muitos já começaram a se dar conta que a moeda norte-americana não é a melhor das maneiras para investir e para se preparar para um futuro incerto. Por isso estão comprando ouro e prata, valor físico real, duradouro e com liquidez garantida. E estes investidores não estão trocando seus metais preciosos por papel novamente. Equipe Ouro&Dinheiro |