Alguns Mitos sobre a Economia da China e o Embuste Russo-Chinês
Parece já ter ido embora (e já há um bom
tempo) o período quando as publicações especializadas em notícias sobre
economia eram tidas como de elevadíssima reputação e incisivamente
precisas em seus informes e relatos. Autênticas depositárias de
informações fidedignas e altamente comprometidas com a responsabilidade
da exposição dos fatos diante dos interessados expectadores e atores do
mundo das finanças. Mas, lamentavelmente, esses tempos já são, sim,
coisa do passado. O que se tem hoje é uma literal balbúrdia de
informações desconexas e ao sabor das menores das marolas especulativas.
Está em pleno curso uma colossal e internacional propaganda ideológica
substancialmente patrocinada por duas das mais embusteiras nações que há
sobre a face da terra, a saber: China e Rússia.
Os históricos e assustadoramente mórbidos
currículos destas nações já depõem, incontestavelmente, contra ambas, a
julgar pelo espantoso volume de atrocidades cometidas por estas nações
contra seus próprios cidadãos, o que, em última análise, se traduz em
morte e sangue. São duas nações historicamente opressivas e assassinas e
cujos enormes territórios, ironicamente, são tão vastos quanto o número
de cadáveres que elas já produziram. Não é pois de se admirar que elas
mesmas, China e Rússia, estejam por trás de estranhos fenômenos da
economia global dos nossos dias. E é o que veremos neste artigo.
Proveniente da Nomenklatura comunista, a classe dominante russo-chinesa,
composta essencialmente de burocratas, agentes dos serviços de
inteligência, oficiais militares, além de uma gigantesca horda de
populacho militante e oportunista, marcha a passos largos causando
modificações inauditas em um como que movimento de reordenação do stablishment
político e econômico internacional, o que, em realidade, não tem muito
de novo, tratando-se da continuidade de um obstinado processo que visa
impor ao mundo um sistema político e econômico assombrosamente injusto,
concentrador de renda e que não serve a ninguém mais senão a elas
próprias, a saber, às megaparasitas burocracias russas e chinesas, a
chamada Máquina Vermelha.
O perigo em se ignorar sua existência é,
de algum modo, semelhante ao perigo de se acreditar na maior das
mentiras inventadas pelo próprio diabo, a saber: ele (o diabo) não
existe. E poderá ser que alguns dos nossos amigos leitores venham a
indagar: mas o que tem isto tudo a ver com as minhas economias e com
meus planos de investimento? O problema é que a besta vermelha
russo-chinesa (muito mais ativa, poderosa e influente do que muitos
possam vir a supor) já se infiltrou por praticamente todas as vísceras
do organismo internacional que, paulatinamente, já começa a ditar (de
ditadura) novas regras tanto da política quanto da economia mundial, a
saber, a Organização das Nações Unidas, o organismo internacional mais
nefasto que existe hoje sobre a face da terra. A situação é grave a tal
ponto de já estarem em pleno crescimento diversos movimentos patriotas
norte-americanos exigindo a saída da sede da ONU do território
americano. E isto não sem diversos motivos.
China, Rússia e ONU são hoje as mais
ativas forças que estão a exercer uma enorme pressão de proporções
globais com vistas a desestabilizar (e a arruinar) o atual sistema
econômico vigente no ocidente a fim de trazer à tona uma nova ordem
econômica global, a qual, obviamente, passa pelo desmantelamento das
economias européias e norte-americana e pelo patrocínio de uma nova
moeda de reserva internacional. O assunto é extenso e certamente
surpreendente para muitos, porém um breve exame dos conteúdos dos mais
recentes relatórios da UNCTAD (United Nations Conference on Trade and
Development) poderá levar ao espanto muitos que acreditam que estas
coisas não se encontram em outro lugar senão em livros que tratam da
Nova Ordem Mundial Econômica Política e Militar que se prepara para se
levantar no mundo, algo que muitos, ingenuamente, ainda acreditam serem
meras “teorias” de Conspiração.
Teríamos ainda a acrescentar nesta breve
introdução que o trabalho que a besta chino-russa tem pela frente não é
nada que possa ser chamado de como sendo de pequenas proporções, pois há
resistências muito, mas muito poderosas que terão que encarar se
desejarem (e desejam ardentemente) dar prosseguimento ao seu
multifacetado projeto de crescente influência e intrusão internacional.
Dois de seus instrumentos mais eficazes são, todavia, as manipulações de
dados e o poder de influência que conquistaram sobre a mídia
internacional.
Alguns dos Mitos Chineses
Mito: A China rapidamente ocupará uma grandiosa posição na economia
mundial a ponto de suplantar a economia Norte-Americana
O poderio de fogo da máquina vermelha já é de tal magnitude que recentes
pesquisas de opinião realizadas nos Estados Unidos mostram que quase a
metade dos próprios americanos acredita que a China já é a economia mais
poderosa do mundo. Todavia, tal percepção se encontra sobremodo distante
da realidade dos fatos.
Há expectativas de que a China supere em pouco tempo a casa dos 5 US$
trilhões de dólares na produção de bens e serviços, o que a colocaria,
inclusive à frente do Japão como a segunda maior economia (de fato) do
planeta. Todavia, todo esse pujante volume sequer esbarra em um terço
dos US$ 15 trilhões que é o tamanho da economia norte-americana, e ainda
bem longe do tamanho da economia da União Européia, US$ 16 trilhões. Um
dos frequentemente ignorados “detalhes” sobre a economia chinesa é o
fato de se estar falando de uma economia que envolve nada menos do que
1.3 bilhões de pessoas, sendo que seu PIB per capta é apenas um sétimo
do norte-americano. Além do que, uma família média americana consome
cerca de 14 vezes o equivalente a uma família chinesa em proporções
semelhantes.
Outro dado é que a despeito de inegáveis reflexos nas taxas de
desemprego americano em razão da expansão das exportações chinesas, o
que é produzido nos Estados Unidos da América são bens de valor muito
superiores ao que é produzido pela China. Enquanto os Estados Unidos
produzem máquinas, equipamentos e aeronaves de alta tecnologia, apenas
para citar alguns poucos exemplos, a China cresce em produção de
produtos de baixa qualidade e de baixo valor, como vestuário de tecidos
sintéticos e eletroeletrônicos (a esmagadora maioria de baixa qualidade,
acrescente-se).
Enquanto os Estados Unidos respondem por
cerca de 20% da produção global, a fatia chinesa mal chega à metade
disso. Ressaltando-se o que foi dito anteriormente sobre a qualidade e
sobre o valor dos bens produzidos.
Mito: A China detém uma enorme
quantidade de Títulos da Dívida Americana, o que faz com que os Estados
Unidos se encontrem cada vez mais na obrigação de se comprometerem com
os interesses chineses.
O Governo dos Estados Unidos continua a aumentar seu déficit
orçamentário de modo a causar sérios prejuízos (na realidade, continuar
causando) à economia americana. E nesse ponto, um fato em comum com o
Brasil: são, ambas, de longe, as piores administrações governamentais
que já operaram tanto nos Estados Unidos da América como no Brasil. São
também ambos os governos os responsáveis pelos maiores déficits
orçamentários da história de ambos os países. Sendo que a situação
brasileira é assustadoramente muito mais grave do que a norte-americana.
Mas, voltemos ao tópico.
A China detém hoje cerca de US$ 800 bilhões de dólares em títulos da
dívida norte-americana, além de mais um outro tanto de outros papéis
norte-americanos. Todavia, o raciocínio que assevera que os EUA de certo
modo dependem da China para continuar seu financiamento é algo bem
distante da realidade. E isso em parte devido ao tamanho da atual dívida
americana, o que faz com que a atual posição chinesa como detentora
desses papéis chegue a ser quase insignificante. As aquisições chinesas
dos papéis do governo norte-americano experimentaram recentemente uma
queda de cerca de US$ 100 bilhões de dólares do seu montante total, ao
passo que a dívida americana já ultrapassa os US$ 14 trilhões. Dados
recentes apontam para cerca de menos de 10% do total dos títulos do
Governo norte-americano em posse do governo chinês.
Ainda outro dado relevante é que embora a
China esteja, de fato, assentada sobre uma montanha de dólares, esses
dólares não têm outro lugar onde possam ser absorvidos, senão nos
Estados Unidos. Na realidade, a aquisição de dólares americanos pela
China tem sido a sua melhor opção, sendo que, diferentemente da situação
chinesa, não há nenhuma situação real que sequer de longe sugira
qualquer tipo de efeito de influência econômica da China sobre os
Estados Unidos da América. Muito pelo contrário.
Mito: A demanda chinesa por energia tem
o potencial de desestabilizar o equilíbrio de consumo energético em
favor da própria China.
Na realidade, o consumo energético chinês é relativamente modesto em
relação a alguns dos países mais desenvolvidos do mundo. Por exemplo, a
despeito do acréscimo no consumo de automotivos pelos chineses, a China
consome cerca de 8 milhões de barris de óleo por dia. Os Estados Unidos,
com uma população que representa cerca de 5% da população mundial (a
China cerca de um quarto) consomem algo em torno de 20 milhões de barris
de óleo por dia. Além do que, pelo tamanho da população chinesa, o que a
China tem pela frente são sérios problemas relacionados ao aspecto
energético.
Mito: A China é uma grande e inovadora
máquina de produção.
Nos Estados Unidos e na Europa, a indústria tem sido, historicamente,
sustentada pela inovação tecnológica. Já na China, o crescimento
industrial possui aspectos muito diferentes, ou seja, a indústria
chinesa tem crescido pela demanda global, o que significa que se trata
de um parque industrial pronto não a inovar, mas a responder às demandas
ocidentais desenhadas para abastecer o ocidente com produtos para o seu
próprio mercado e a seu próprio modo. A indústria chinesa nada tem a ver
com inovação ou desenvolvimento de novas tecnologias. É um parque
industrial completamente dependente de demandas específicas e facilmente
substituíveis por outros fornecedores, como outras nações asiáticas por
exemplo.
Outro dado de relevante importância é que enquanto a mão de obra
ocidental de países como EUA, França, Alemanha e Suécia, por exemplo, é
mão de obra altamente qualificada, na China tem ocorrido a absorção pela
indústria de mão de obra pobremente qualificada oriunda de diversas
regiões rurais imersas em grande pobreza e miséria, o que, em parte,
explica o baixo custo da mão de obra chinesa. As consequências dessa
situação (e que praticamente não mudou em nada em décadas a fio) são
diversas, a passar pelo fato de que o salário de um trabalhador migrante
das zonas rurais para os parques industriais chineses dificilmente
ultrapassa os US$ 200 dólares/mês, sendo que a média salarial é ainda
menor. Isto também explica, ainda que parcialmente, a péssima qualidade
dos produtos chineses, primariamente voltados para o seu próprio (e
gigantesco) mercado interno cujo poder aquisitivo é sobremaneira
restrito.
Diversos relatórios têm sido elaborados sobre a situação do trabalhador
chinês urbano, e a precariedade da qualidade da mão de obra chinesa é de
tal ordem que alguns desses relatórios afirmam que a qualidade do
trabalho industrial braçal chinês pode ser, praticamente todo ele,
realizado por máquinas. A relevância desta última afirmação pode, a
princípio, parecer de pouca importância, todavia, isso faz ressaltar os
aspectos de ineficiência, atraso e retrocesso cruel que representa o
sistema político e econômico comunista chinês, ou seja, um sistema
fundamentado na exploração da mão de obra humana em moldes francamente
escravagistas.
Mito: As Estatísticas do Produto
Interno Bruto chinês corroboram o sucesso da intervenção estatal
(Comunismo/Socialismo) na economia chinesa.
O que muitos ignoram é que há sérios problemas com os dados divulgados
pelo governo chinês. Relatórios recentes produzidos pelo Banco Mundial
se utilizaram do método de mensuração padrão da Paridade do Poder de
Compra a fim de avaliar o PIB chinês em dólares. O resultado desses
estudos tem demonstrado que o PIB chinês é muito menor do que o
propalado pelo governo daquela nação. Os números oficiais do governo
chinês falam em um PIB que já ultrapassa os US$ 10 trilhões de dólares,
quando na realidade, nem sequer atinge a casa dos US$ 6 trilhões, sendo
que o PIB per capta é ainda bem menor.
Segundo dados do Mises Institute, informações do governo chinês afirmam
haver cerca de 100 milhões de chineses vivendo com menos de um
dólar/dia, ao passo que esse número na realidade ultrapassa 300 milhões
de chineses vivendo com menos de um dólar/dia.
A Realidade da China por um simples
Chinês
"Como um simples cidadão chinês, eu
discordo profundamente do quadro apresentado sobre a China. Meu salário
é o mesmo do ano passado e eu tenho gasto cada vez menos. O preço de
tudo não para de subir, gasolina, comida, transporte, e os impostos não
param de aumentar. Também as tarifas bancárias sobem a toda hora. Há
bancos que já subiram suas taxas de serviços em 200%, alguém pode
acreditar nisso? Além de tudo isso, tenho menos, ou a mesma quantidade
de dinheiro, pagando cada vez mais impostos, gastando menos, a vida não
está melhorando, as pessoas estão empobrecendo. Logo, não entendo esse
crescimento do Produto Interno Bruto. Se há melhora no mercado de ações,
isto é porque o dinheiro do estímulo do governo está indo todo pra lá.
Mas para 95% da população, a vida não está melhorando. Na cidade onde
trabalho, 3 ou 4 hotéis já fecharam as suas portas e 3 novos hotéis
tiveram suas construções terminadas há mais de 1 ano, mas ainda não
abriram. E os carros da empresa onde eu trabalho, que eram 7 ou 8, hoje
são apenas 3. Estes são os dados reais que eu vejo e sinto. Por isso não
entendo esse crescimento do PIB. Vejo corrupção no governo acontecendo
todos os dias, e sempre que acontece você ouve deles explicações
criativas, porém ridículas. E esta é uma das principais razões porque
não acreditamos nos dados do governo. E acabei de ouvir nas notícias que
o consumo de energia este ano foi 5.9% menor do que no mesmo período do
ano passado. De novo, fica difícil acreditar nesse crescimento do PIB.
Mas, quem se importa?"
(Texto escrito por um cidadão chinês
participante de um fórum de economia - BusinessWeek’s team of Asia
reporters).
Durante os anos da Guerra Fria, até mesmo
renomadas figuras do universo acadêmico de alguns países, juntamente com
a mídia, frequentemente relatavam que a economia soviética já até mesmo
ultrapassava a economia ocidental capitalista. Eram dados
impressionantes, porém todos eles fictícios.
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