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Ouro&Dinheiro |
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O Dinheiro na Dependência dos Políticos Fatos que você não ouvirá na grande mídia. Há não muitas décadas atrás, o dólar norte-americano era adjetivado como “as good as gold” (tão bom quanto o ouro). Era uma realidade trivial, tão óbvia que desnecessário era reafirmá-la, e isto porque todos entendiam os reais atributos do dólar, pricipalmente o fato de ser conversível em ouro. Essa conversibilidade era uma pedra fundamental que explicava porquê o dólar possuía valor e podia ser prontamente aceito como meio de troca a fim de se poder comprar ou vender bens e serviços. Essa idéia e esse conceito de valor em relação ao dólar eram automaticamente assimilados universalmente pelas pessoas, pois uma vez que o dólar era conversível em ouro, a associação mental dólar <--> ouro = valor era inevitável e, como já dito, era automática. Não havia necessidade de nenhuma grande engenharia política ou econômica, e nem legislativa, por parte do governo para que o dólar circulasse como uma moeda corrente. O dólar simplesmente circulava livremente em lugar do ouro, era um título altamente confiável e poderoso. Na mente das pessoas, intuitivamente, elas estavam portando ouro, e o dólar era, de fato, um título de posse de determinada quantidade do metal precioso. Nessa época havia muito pouco interesse em aquisição de moedas de ouro, exceção apenas para o território da Numismática. A conversibilidade do dólar em ouro, na prática, significava muito mais do que o simples direito que possuíam as pessoas para converter seus dólares em ouro. Na realidade, ela impunha uma disciplina essencial ao Federal Reserve (o equivalente ao Banco Central Brasileiro em uma pobre comparação), e também ao Governo dos Estados Unidos. E isto porque a emissão de papel moeda só podia ser feita na dependência das reservas em ouro para poder lastrear as cédulas e as moedas. E se a conversibilidade fosse removida, essa disciplina iria embora juntamente com a conversibilidade. E isto era muito bem compreendido e naturalmente aceito, pois era óbvio o bastante para se impor como status necessário a fim de que se pudesse controlar o valor do dólar. A quantidade de ouro regulava a oferta monetária, logo seu valor era estável e isto tinha de ser observado e rigorosamente respeitado. Após a remoção da conversibilidade do dólar em ouro, feita logo no início do governo de Franklin Roosevelt, em 1933, diversos observadores começaram a advertir sobre a necessidade de se garantir a qualidade do dinheiro americano. Essas advertências se mantiveram durante vários anos, particularmente pelos que entendiam a fundo o mercado financeiro e o mercado do ouro. Como exemplo, podemos citar o congressista norte-americano Howard Buffett, pai do famoso Warren Buffet de Wall Street, o qual em um de seus discursos, em 1948, afirmou: “Nossas finanças jamais estarão em ordem até que o Congresso seja compelido a colocá-las em ordem. E fazer com que a nossa moeda seja conversível em ouro criará essa compulsão”. Infelizmente porém, as admoestações de Buffett atingiram ouvidos surdos. E o que é pior, a desordem e a confusão financeira sobre a qual ele falava era bem menor do que a atual bagunça nas finanças do Governo Federal dos EUA. Em razão da falta de disciplina durante décadas para a emissão de dólares, uma quantidade impressionantemente excessiva de papel moeda foi emitida. E não é novidade para ninguém que essa quantidade desequilibrada de emissões de dólares foi fomentada pelo próprio Governo americano, o qual além de contrair dívidas históricas, desde então não deteve sua compulsão pelos gastos exagerados e desequilibrados. E no Brasil idem, embora o impacto haverá de ser muito mais arrasador aqui do que a intelectualmente limitada classe política brasileira possa vir a supor. E ainda que a potente propaganda do atual governo neocomunista brasileiro, encabeçado pelo Partido dos Trabalhadores, alardeie aos quatro ventos que o Real é uma moeda forte e que a economia brasileira está crescendo, a realidade é que o Brasil está se tornando cada vez mais pobre e sua moeda cada vez mais fraca. Ainda que se descubram tantas outras bacias petrolíferas e que se aumentem aqui e acolá as exportações, tudo isso terminará por continuar sendo sugado pelo montante colossal da dívida brasileira, o que tem sido sistematicamente ocultado da opinião pública. Ora, se eu produzo mil unidades, e depois mais mil, porém devo duas mil unidades e depois contraio outra dívida de mais três mil unidades, como poderei enriquecer? Na realidade estarei empobrecendo. A despeito de retóricas repetitivas e cansativas, tanto nos EUA como aqui no Brasil, os Bancos Centrais não exercem a função de promoção de empregos e de real contenção da inflação monetária (por essência causada pelo excesso de moeda corrente e de títulos do Governo), o que é evidente pelas atuais (e minimizadas) taxas inflacionárias em curso, um desemprego de proporções inéditas, e dívidas públicas que não param, nem por um momento sequer, de crescer. As sinistras relações entre os bancos centrais e os governos têm sido pautadas pelo fornecimento de mais e de mais dinheiro pelos bancos centrais aos governos a fim de que a gastança se perpetue de forma praticamente irrestrita. E isto sem falar nas ainda mais sinistras relações entre os bancos centrais e os bancos privados, os quais estão longe de ser, de fato, controlados pelos bancos centrais, embora repetidamente se fale em regulações. Existe nessa história uma simbiose macabra cujos resultados de suas ações têm sido a concentração de renda no território estatal (o objetivo mais sublime de toda a parafernália de qualquer estado comunista) e também no território onde se movem os grandes grupos financeiros. E nessa história, a população cada vez mais empobrecida e iludida vai se tornando mais e mais sujeita e escravizada a essa trama do inferno. Ainda que os déficts públicos já tenham atingido níveis estratosféricos, tanto o governo norte-americano como o brasileiro não deixam de ter em mão o dinheiro que desejam gastar. E aqui é que se pode melhor observar o real papel dos bancos centrais, os quais têm cumprido as suas tarefas. Todavia, a lenha da fogueira não tem como durar para sempre, e cornucópias não existem. Infelizmente o dólar norte-americano já não é mais as good as gold, mas está se tornando tão vazio em termos de valor como os discursos políticos que temos ouvido. Equipe Ouro&Dinheiro
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