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Durante meses a fio, especialistas de boa reputação vêm alertando para
os perigos de um colapso no
sistema econômico e financeiro Europeu. E o próprio já se faz ver e
sentir. Está aí bem diante dos nossos olhos, só não sendo percebido por
quem, simplesmente, deseja ignorar a realidade ou se alimentar de
fantasias.
Pela metade do mês de setembro (2011), os papéis do Governo Grego já
estavam a dar um retorno de
135,77% ao ano (GGGB-1year:IND). E isto não é um sinal de que a economia
da Grécia esteja entrando
em colapso, mas, na realidade, já colapsou, já afundou! E isto é um
fato, independentemente do que a
mídia diga e repita. Algo muito semelhante ao que está acontecendo no
Brasil. E se alguém entende
pelo menos os rudimentos da Economia, e possui uma mente sensata e uma
avaliação independente deste
atual status quo morbígeno, saberá do que estamos falando.
Como de costume, os governos envolvidos não fazem a menor idéia de como
reagir. E por isso mesmo,
pelas confissões de impotência diante de uma nova etapa da crise
iniciada em 2008 (na realidade se
iniciou em 2007), líderes norte-americanos e europeus, juntamente com o
Fundo Monetário
Internacional (filhote da nefasta e reptiliana Organização das Nações
Unidas) já advertem o mundo
para dias mais difíceis, embora nada façam, de fato, que possa, sequer
minimamente, sugerir que
estejam no rumo certo com vistas a uma estabilização da economia
mundial, muito pelo contrário.
Mas o problema é simples. Todos os governos querem gastar mais dinheiro
do que possuem. E uma vez
que todas as principais moedas são lastreadas em nada, mas em papel, as
impressoras foram rolando 24
horas por dia. E a ilusão de riqueza ilimitada criou um problema em que
todos - governos e
consumidores - acharam que poderiam pegar emprestado seu caminho para
a fortuna. E a mesmíssima coisa
ainda está acontecendo no Brasil, um país que já entrou no brejo há
muito tempo, e que muito
dificilmente dele poderá sair. A conta terá de ser para. E já foi
enviada.
Os EUA já possuem muito mais dívidas do que possibilidade de pagá-las.
No caso da Grécia, a
esperança e a importunação gregas sobre a Alemanha é que os gregos desejam que
os alemães continuem a tapar
buracos na zona Euro, do que a população alemã já está ficando farta.
O problema da Europa não é nem conceitualmente e nem tecnicamente tão
complexo. Alguns países gastam muito mais do que recebem em impostos. E
países com grandes cargas tributárias, com uma produção industrial muito
aquém de seu real potencial costumam dever bem mais do que podem pagar,
pois o grosso de suas receitas reside em empréstimos e em impostos (na
realidade, uma deturpação do real significado de receita). Para os
brasileiros, isso deve soar familiar. A solução é muito simples, muito
simples, para qualquer um no governo entender. No Brasil, amortizar as
dívidas mais urgentes e gastar menos já não é uma questão de escolha,
embora por mais incrível que possa parecer, a condução das políticas
econômicas do Governo brasileiro estão em uma via de contra-mão.
"Por um processo contínuo de inflação, os
governos podem confiscar, secreta e anonimamente, uma parte importante
da riqueza de seus cidadãos por este método, eles não apenas confiscam,
mas confiscam arbitrariamente. E enquanto o processo empobrece a muitos,
na verdade, enriquece alguns .... o processo envolve todas as forças
ocultas da lei econômica do lado da destruição, e faz isso de uma
maneira que somente um homem em um milhão pode chegar a perceber. "
John
Maynard Keynes (1883-1946) Economic Consequences of the Peace, 1920.
"Quanto mais Governo existir, menos se conseguirão os resultados
desejados ..... Quanto mais restrições e proibições econômicas
existirem no mundo, mais pobre o povo será ...... Mais leis são
promulgadas, e mais ladrões e mais bandidos se multiplicam. Com
impostos e juros altos, as pessoas passam fome. Quanto mais intrusivo
for o governo, mas se enfraquece o espírito do povo." (The Impact of
Taxes on the Course of Civilization by Charles Adams).
Ouro e Prata são duas das poucas opções
que existem a fim de que se possa escapar disto!
Estaremos aqui acompanhando de perto o
futuro e breve desenrolar desta balbúrdia financeira que tomou conta do
mercado financeiro internacional. Algo, aliás, facilmente previsível há
apenas alguns meses atrás. E temos advertido nossos leitores sobre isto.
Lamentavelmente, temos acertado.
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