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Organização das Nações Unidas quer
Nova Moeda Global
(Bloomberg/Telegraph. Textos traduzidos e
adaptados)
O dólar deve ser substituído por uma nova moeda
global, diz a ONU, a Organização das Nações Unidas, propondo uma das
maiores mudanças econômicas internacionais da História desde a Segunda
Guerra Mundial.
Em afirmações radicais, na Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento
(UNCTAD), a Organização das Nações Unidas afirma que o atual sistema de
moedas-correntes e as regras sobre o mercado de capitais internacional,
o qual entrelaça a economia mundial, não estaria funcionando devidamente
e seria o responsável pela atual crise financeira global. A ONU
acrescentou ainda que o sistema atual, em que o dólar atua como moeda de
reserva mundial, deve ser sujeito a uma reconsideração geral.
Apesar de países como a China e a Rússia, os quais vêm propondo
ativamente substituir o dólar como moeda de reserva internacional, o
relatório da UNCTAD é o primeiro a ser amplamente divulgado tendo a ONU
como proponente de uma mudança econômica internacional de tamanhas e
imprevisíveis proporções.
"Substituir o dólar por uma nova moeda internacional resolveria alguns
dos problemas relacionados com o potencial de países com grandes
déficits e ajudaria a estabilidade", afirmou Detlef Kotte, um dos
autores do relatório.
O relatório vem escrito em um tom impositivo, onde é dito que os Bancos
Centrais teriam que intervir no sentido da instituição desta nova moeda
global, caso contrário "terão que ser compelidos a agir dessa forma" por
uma instituição internacional multilateral, como o Fundo Monetário
Internacional (FMI)".
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O dólar é apenas a "bola da vez" e tem realce devido ao fato de ser
moeda referencial de valor há décadas. Todavia, todas as moedas
correntes ocidentais e orientais estão debaixo de ameaça, pois a trama
internacional trará à tona um novo meio de negociação, uma nova moeda
internacional. Já se vê esse fato sendo mencionado com uma frequência
cada vez maior. E uma das forças de destruição das moedas correntes
atuais é a dívida das nações.
Em julho deste ano, o presidente russo Dmitry Medvedev surpreendeu a
muitos na reunião do G8 quando falando em uma nova moeda supranacional
retirou do próprio bolso uma moeda cunhada na Bélgica e com os dizeres:
"Unity in Diversity". Dmitry Medvedev se referiu à moeda como "a moeda
futura do mundo unido".
Esse moto "Unidade na Diversidade" não é original, mas foi cunhado para
se referir à união das diferentes ilhas da Indonésia "Bhinneka Tunggal
Ika" é o moto original e foi escrito em Javanês antigo.
Um dos princípios nos quais se baseiam os agentes da trama internacional
(com a ONU e o G8 encabeçando o enredo sinistro) é o que dizia James A.
Garfield:
"Quem controla o suprimento de dinheiro de uma nação, controla a nação."
(James A. Garfield foi o vigésimo presidente dos Estados Unidos).
Suas palavras, na realidade, foram:
"Quem quer que seja que controle o volume de dinheiro em qualquer país,
é mestre absoluto de todas as empresas e indústrias e... E quando você
percebe que todo o sistema é muito facilmente controlável, de uma forma
ou de outra, por alguns homens poderosos no topo, você não precisará que
alguém lhe diga como períodos de inflação e de depressão se originaram."
(James Abraham Garfield 1831-1881)
Garfield foi assassinado por Charles Julius Guiteau, após seis meses e
quinze dias como presidente.
A Organização das Nações Unidas já não esconde que deseja agir como o
novo agente catalisador (e controlador) da política e da economia
global.
Mudanças preocupantes e ainda mais inquietantes do que a atual crise
financeira internacional já podem ser vistas no horizonte. |