“Se existe alguma coisa a respeito da qual se deva fazer exatamente o oposto do que o governo e a mídia lhe dizem para fazer, essa coisa é investir em ouro”. Robert Ringer

 - A História do Dólar Norte-Americano


As origens do dólar remontam à cidade de Joachimsthal na Baviera, atual Alemanha. Começando em 1518, a prata das minas perto de Joachimsthal era cunhada em táleres (de thal, vale em Alemão) de prata. Seu peso padronizado era de 29,2 gramas.
Governos de diversas partes da Europa adotavam essa moeda padronizada, a qual circulava por toda a Europa pelas atividades comerciais.
Embora o metal precioso para a sua confecção (prata) viesse de diversas localidades diferentes, muitos governos europeus produziam essas moedas, as quais eram praticamente idênticas. A Europa estava, portanto, sob um "padrão dólar".
Nesse período, havia uma significativa produção de prata nas colônias do Novo Mundo, particularmente a prata que provinha do México.


O dólar espanhol, assim chamado em virtude da prata com que era confeccionado (the Spanish silver dollar), se tornou a moeda de maior circulação nas colônias americanas. E, como já dito, dólares confeccionados na Europa, a partir de prata, também circulavam.

Em 1792, após a Revolução Americana, o Congresso aprovou o thaler europeu (ou dólar) como padrão para a então jovem nação, os Estados Unidos da América. Esta decisão perseguia determinações européias de padronização das suas moedas de então. O dólar dos Estados Unidos era apenas um pouco mais leve do que o thaler original, com 27,0 gramas de prata.


Naquele período histórico, ouro e prata possuíam um ratio (taxa) com variações mínimas, ou seja, permaneceu estável por séculos. Cerca de 15 ou 16 onças de prata tinham o mesmo valor de 1 onça de ouro (gold/silver ratio). Sendo assim, o sistema monetário do thaler de prata era um sistema de muitos modos equivalente ao padrão ouro. Podemos, inclusive, se desejarmos, e sem com isto cometermos nenhum equívoco histórico, considerar o “sistema thaler” como um “sistema ouro”, haja vista a estabilidade do gold/silver ratio, o qual permaneceu estável, como já dito, por séculos.


 


Com o passar dos anos, o ouro se tornou a base monetária central de referência para diversas economias, substituindo a padronização da prata. A Grã-Bretanha entrava assim em um sistema monometálico (somente ouro), e isto se deu em 1816. Em 1834, os Estados Unidos seguiram pelo mesmo caminho adotando o ouro como padrão de referência de valor para o seu sistema monetário..

Todavia, o monometalismo ao estilo britânico só entraria em plena adoção a partir de 1900.

Para os objetivos deste livro, é demasiadamente importante o que será dito a seguir:

A Lei de Cunhagem de 1834 (Coinage Act) fixou o valor do dólar norte-americano em US$ 20,67 dólares por cada onça de ouro, ou 1/20.67 por onça, ou ainda, 1,5048 gramas de ouro por dólar. Que fique, portanto, bem registrado o seguinte:

O dólar era, portanto, uma unidade monetária estável que circulava por toda e Europa, sendo que em 1834, 1 Dólar equivalia a 1,50 gramas de Ouro, e isto se manteve estável por 415 anos, até 1933!


Naquele período histórico, já haviam ocorrido diversas situações e experiências com moedas flutuantes (papel-moeda). As colônias norte-americanas já haviam vivenciado ondas de hiperinflação no ano de 1740, o que veio a ocorrer, novamente, em 1780. Também durante o período da Guerra Civil americana, houve uma nova rodada de desvalorização da moeda.

No entanto, depois que a fumaça se dissipou, os norte-americanos retornaram, persistentemente, para o estável dólar lastreado em ouro. Essa persistência tenaz foi responsável por uma estabilidade monetária histórica e economicamente muito saudável.


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"O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo." Senhor Jesus Cristo. Mateus 13:44