“Se existe alguma coisa a respeito da qual se deva fazer exatamente o oposto do que o governo e a mídia lhe dizem para fazer, essa coisa é investir em ouro”. Robert Ringer

Esta é uma pergunta que todos os que acreditam que o dólar seguirá sua trajetória histórica de desvalorização (com possíveis períodos de momentânea recuperação) têm feito. Em outras palavras, que ativo poderá preservar, de fato, o patrimônio duramente adquirido? Desde 1913, o dólar já perdeu 95% do seu poder de compra. E isto é um fato. E um fato preocupante.

Já no Brasil, o país dos R$ 2,5 trilhões de reais de dívida pública, divulga-se a delusória idéia de que a economia brasileira está debaixo de um cobertor protetor, de um escudo quase impenetrável, que seriam as suas reservas internacionais em dólares. Na realidade, o Brasil, após o nefasto advento do Lulo-Petismo (Comunismo/Bolivarianismo) se transformou em uma economia gravemente deficitária e endividada até o mais profundo de suas vísceras. A fatura, no entanto, já está sendo cobrada, e o preço a pagar será inexoravelmente espantoso. Não visualizamos absolutamente nenhuma razão econômica, ou de qualquer outra natureza, para confiarmos no Real (já gravemente inflacionado). Administrações governamentais sucessivas, com variegadas políticas econômicas, já proporcionaram aos brasileiros a bizarra situação de possuirmos nove moedas diferentes! E em nossa visão, esta presente administração petista-comunista é, de longe, a pior de todos os tempos.

Se a progressiva desvalorização do dólar como papel moeda continuar no ritmo em que está, e é o que tudo indica, moedas como o real brasileiro serão arrastadas para o mesmo abismo, pois as reservas brasileiras são, em grande parte, constituídas pelo acúmulo de dólares norte-americanos, além do que, nossas reservas em ouro são muito modestas se comparadas às de outros países. O desequilíbrio crescente da balança comercial brasileira (lembremo-nos dos dólares) imerso nessa balbúrdia cambial promete trazer o caos à economia brasileira, o que já aconteceu com a Venezuela e com a Argentina, ambas vítimas da mesma administração comunista orientada pelo Marxismo e pelo Keynesianismo. Ocupamos a ridícula 48ª posição entre 113 nações com suas reservas em ouro comparadas, mesmo a despeito de nossas reservas auríferas serem enormes, hoje, todavia, nas mãos dos canadenses graças às "excelentes" negociações promovidas por este governo promotor de pobreza.


Os maiores detentores de reservas em ouro são: Os Estados Unidos da América, a Alemanha, França, China, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional.


O grosso do nosso ouro (somos um dos maiores produtores do planeta) segue se esvaindo, qual hemorragia grave, para o Canadá e para os Estados Unidos. Por esta razão o mercado de ouro no Brasil precisa ser fomentado, pois muitas moedas de ouro canadenses e americanas, por exemplo, são fabricadas com o NOSSO OURO!

Os fenômenos inflacionário e hiperinflacionário não parecem poder ser detidos, visto que a impressão de papel-moeda continua acelerada, e não pouco; os gastos públicos absolutamente sem controle em uma economia excessivamente regulada e intervencionista, a qual dentre outros malefícios, afundou o Brasil em uma carga tributária quase inacreditável e está arrastando o Real brasileiro para o abismo inflacionário. A famosa lei de Gresham afirma que "dinheiro ruim tira de circulação o dinheiro bom". E o que temos assistido?

Muitos sabem que o padrão ouro terminou em 1971 com a "desmonetização" do ouro, mas ignoram que um fenômeno semelhante se deu em 1963, quando o governo dos Estados Unidos fez passar uma lei que impedia que certificados de prata pudessem ser convertidos em prata física. A prata foi então completamente "desmonetizada". Todavia, por ser a prata um metal precioso e também industrial, e ainda devido ao seu uso em joalheria, a demanda de prata não cessou, evidentemente. Porém já experimentou momentos muito ruins em suas cotações históricas. Embora, na realidade, a demanda por prata só aumente em todo o mundo, sendo suas reservas relativamente escassas diante da crescente demanda.

O preço da prata experimentou um pico em janeiro de 1980, chegando a US$ 50,00 dólares a onça. Porém experimentou uma queda constante por cerca de 23 anos, chegando a descer a US$ 4,67 dólares em 2003.

 

 

A Demanda de Ouro Asiática

A percepção do valor do ouro pelos asiáticos é muito grande, e países daquele continente começaram a utilizar mais ouro como reserva de valor, o que também cooperou para que a desvalorização da prata não pudesse ser detida.
Todavia, o que ninguém conseguia explicar era como sendo a prata um metal industrial, e havendo um balanço relativamente estável entre a oferta e a demanda por prata, esta pôde ser mantida em valores tão baixos por um período tão longo de tempo. Mas hoje já se conhecem algumas respostas. Eis aqui alguns dos principais motivos.

1-Até o ano de 2001 a demanda industrial por prata oscilou pouco, tendo experimentado uma ligeira queda chegando a 335,2 milhões de onças em 2001. Porém, a partir de 2002 a demanda por prata para uso industrial começou a se elevar, chegando a 453,5 milhões de onças em 2007.

2-Com o advento da fotografia digital, houve decréscimo na demanda por prata para a indústria fotográfica. Em 1999 essa demanda era de 227,9 milhões de onças, declinando para 104,8 milhões de onças em 2008.

3-Investidores experimentados já previam uma queda dramática para o valor do dólar desde a década de 70, e muitos deles começaram a impulsionar a elevação da cotação do ouro, seguidos de muitos outros investidores, drenando desta forma o dinheiro do mercado da prata para o mercado do ouro. E na realidade, tanto a desvalorização do dólar quanto a demanda pelo ouro superaram, de longe, todas as expectativas. Especialmente também por um fato que todos ignoravam, a saber, a ascensão econômica dos países asiáticos, os quais se tornaram (e ainda estão se tornando) grandes compradores de ouro em detrimento da compra de prata.
Todavia esta situação já mudou dramaticamente nos últimos anos, pois a demanda por prata (para todas as suas finalidades) cresceu 287% em 9 anos. E as projeções não param de subir, mesmo a despeito do fenômeno de queda nas cotações dos metais preciosos em 2012 e 2013.

Há MENOS Prata disponível no mercado do que Ouro.

Já em relação ao ouro, não há muito o que comentarmos pelo fato de já o termos feito em diversos outros momentos neste site. Todavia, a questão é: Investir em ouro ou em prata? Ou em ambos?

Nossa opinião é que uma boa carteira de investimentos não deve deixar nem o ouro e nem a prata de fora. E como já explicado em outros momentos, as vantagens em se adquirir ouro são incontestáveis sob o ponto de vista econômico. Afinal, são nada menos do que 5.000 anos de História a comprovar este fato. Todavia, na hora de se decidir qual porcentagem de ouro e qual porcentagem de prata que deverão compor uma carteira de ativos, um fato deve ser observado, qual seja: a prata encontra-se até o momento subcotada e o ouro supervalorizado em razão de movimentos especulativos diversos, sobretudo após a agressiva entrada no mercado dos Fundos de Índice em Ouro (Gold ETFs). O momento de retomada da valorização da prata nos parece estar agora em um período inicial, porém bastante promissor.

Importante lembrar que, mesmo a despeito das quedas das cotações dos metais preciosos em 2012 e 2013, o dólar norte-americano continua a perder seu poder de compra, e o Real brasileiro corre grave perigo (a aceleração da inflação do Real é assustadora). Lembrando que o que define o valor de uma moeda no mercado de câmbio intrnacional é o seu poder de compra!

Pelo atual preço da prata no mercado, acreditamos ser este um bom momento para quem deseja comprar prata, preferencialmente na forma de peças bullion com prata 999, pois é um ativo de valor real e durável. A compra mais vantajosa em nossa opinião diz respeito às moedas de prata, e não às barras de prata, visto que além de as barras de prata serem bem mais difíceis de serem negociadas, não temos acesso a grandes quantidades de prata (teriam de ser muitos quilos) para compensar o investimento, e ainda a preço de cotação da prata commodity (mercadoria).


Pode-se comprar grandes quantidades de moedas de prata com valor legal de troca (legal tender) como as American Silver Eagle e as Viena Philharmonic, por exemplo, para acumulação de riqueza e hedge inflacionário. Todavia, não se pode chegar a dizer que se possa conseguir obter importantes posições em prata mercadoria no Brasil, pois este mercado no Brasil é extremamente restrito (isto é, a compra da prata commodity em grandes quantidades).

Apenas a título de ilustração, poderíamos dizer que para a boa solidez de um portfólio de investimentos em tempos de crise e de inflação ameaçadora, pelo menos 20% deva estar em Metais Preciosos. 15% em Ouro e 5% em Prata do total dos 20% dos ativos da categoria dos Metais Preciosos.

Em nossa avaliação, ainda vale a pena se investir o mais possível em metais preciosos, sobretudo em ouro. Dias tenebrosos parecem aproximar-se para o dinheiro fiduciário (fiat money).